sábado, 12 de abril de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Canto do Xangô.
mas amar é morrer
de
dor.
Xangô, meu senhor. Saravá!
Ah, me faça morrer
mas me faça morrer
de
amar...
Save Xangô: my king, my lord
Save my Orixás
There are seven colors of love
Seven days to you cry...
quinta-feira, 20 de março de 2008
O tempo passa.
Os humanos correm. As pessoas esquecem. As pessoas me esquecem. Quando a gente se encontrar na rua e eu puxar um assunto, mesmo que não lembre do meu rosto ou nome, converse como se fôssemos irmãos, que não precisam de nomes para se chamarem.
Ria dos velhos tempos esquecidos, entristeça com a notícia de que um dos nossos se foi. Das puladas do muro. Da nossa banda preferida. Das tardes pensativas. Das manhãs silenciosas. Das cartas nunca mandadas. Da palavra não dita.
Há certos momentos que não é preciso dizer o quanto se ama alguém. Está tão implícito, tão à mostra, é tão intenso em tudo que foi vivido... mas como eu queria ter dito! E nos arrependiríamos... o assunto acabaria. Constrangimento. Você se perguntaria como ter tanta intimidade e não se lembrar de mim. Seria Renan, Vítor ou Felipe? Não importava...
A despedida foi com aquele "vamos-marcar-pra-se-ver-de-novo" " vou-te-ligar!". Onde nós dois saberíamos que não iriamos nos ver mais. Deixe me pensar que você, provavelmente, nem havia lembrado do meu nome. Mas não confirme. Nesse caso, a dúvida é uma confortante felicidade.
- Quem é aquele homem?
- Não sei, achei que o conhecia e puxei assunto...
- E você o conhecia?
- Acho que não...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Nuvens
Que tempo feliz aquele quando não era preciso se preocupar em seguir ou não as regras de uma sociedade, ou em estar dentro ou fora da mesma, quando sempre se encontrava tempo para tudo, pois ele nunca parecia faltar, quando não se pensava no que fazer do passado e no que foi feito do futuro, pois essas eram coisas que não pareciam nem mesmo existir.
É, mas quando se cresce só mais um pouco, vêm todas as preocupações de uma só vez... Alguns só pensam em que carreira seguir, passar no vestibular, fazer cursinhos, se matar de estudar... "Paremos de viver, pois o vestibular vem aí" é o que alguns parecem dizer. Outros já se preocupam em conseguir um emprego, ganhar dinheiro, sair de casa, ter a própria vida e não depender mais de ninguém... Mal sabem esses que nós, seres ditos humanos, dependemos uns dos outros, ainda que não percebamos. Há ainda aqueles que se preocupam com os rumos do mundo, com o que acontece na política, na economia e nas artes, com aquecimento global, fome e desnutrição, mas nunca conseguem achar uma solução para todos esses problemas, e parecem estar sempre frustrados. Isso sem contar com aqueles que simplesmente se preocupam com tudo isso junto, criando uma verdadeira tormenta de idéias e pensamentos nas próprias mentes, o que termina por levar muitas destas a um colapso.
Agora, o mais interessante, é que quando nós, pessoas, vamos chegando ou passando pela adolescência, mocidade, juventude, fase adulta, enfim, quando não somos mais tão crianças e é preciso classificar a nós mesmos com outra nomenclatura, parecemos simplesmente esquecer de parar um pouco e relaxar a mente de todas essas preocupações. Então, bem, tentemos nunca esqueçer de como é bom olhar para cima, ainda que apenas por alguns instantes, e se preocupar apenas em decifrar o que as nuvens estão desenhando no céu.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Ser adolescente é difícil?

- Façam uma crônica com o seguinte tema: Ser adolescente é difícil?
Meu Deus! Como se já não bastassem a prova de história onde temos que resumir 5 capítulos em 30 linhas; as hipotenusas, paralelas e tangentes malucas de desenho geométrico onde o professor faz questão de ensinar mais do que podemos absorver; os teoremas de Pitágoras que nunca vou usar na vida; as aulas de artes que temos que desenhar o jarro perfeito, a sombra perfeita, no ângulo perfeito para tirarmos A ( pra quê isso se quero ser jornalista? ) e agora essa: Ser adolescente é difícil?
Você querendo ir pra uma festa, mas tendo que ficar fazendo trabalho. Receber reclamação do pai por que você justamente queria estudar : " Mas pai, eu só pulei o muro da quadra para falar com a professora que a aula da turma dela já havia acabado e agora era a nossa aula de Ed. Física! " Dormir mal pensando nas provas. Gastar nossas cordas vocais gritando com alguns amigos do seu grupo que pela 5ª vez adiaram a reunião para fazer o trabalho. Perder o seu programa preferido da TV só por que ele passa tarde e você tem que ir dormir cedo, pois tem aula no ouro dia. E ainda faltar a aula de revisão por causa de míseros segundos que o maldito ônibus atrasou e o professor não deixou você entrar.
Não, você tem que sofrer isso. Mesmo você podendo estar numa praia curtindo a arte de fazer nada e dormir a hora que quiser com o único compromisso no outro dia sendo uma festa que começa às 18h sem hora pra acabar. Tomando sorvete adoidado sem se preocupar de pegar uma gripe e ter prova no outro dia. E ainda vem me perguntar isso? Então NÃO. Não é difícil ser adolescente. Difícil é ser: ESTUDANTE!
08/02/06 - 7ª série
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hahaha, encontrei isso aqui em uma das faxinas! :)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
(des)esperando o esperado.

Era aquela trizteza cinza. Sem choro, sem conforto, mas não vazia. O rosto tranquilo mostrava a confusão que estava passando. Era uma tristeza tão profunda que as lágrimas (des)necessárias nem insistiam em aparecer no espetáculo. Olhos pretos. Inerte. Respiração calma. Nariz vermelho. De vez em quando puxava o ar com força: talvez pra ter certeza de que estava vivo, talvez por querer morrer dando seu último suspiro. A boca apesar de entre aberta não emitia som: o silêncio dizia tudo.
As pessoas eram marionetes onde as cordas que as cordenavam era o sangue em suas veias. A platéia era tão fétida quanto o cheiro do sangue grangrenando no seu pensamento.
Engraçado como a palavra desespero pode representar coisas diferentes. Des espero, não esperar nada. Desespero , pânico, agonia. No entanto, ele sentia os dois, permanecendo com seu rosto quase que rindo de si mesmo. A sua corda viva havia sido cortada e ele não entendia por que não havia morrido. A cor da vida era invisível e ele não fazia parte desse mundo, nem do outro. A cor ação nada fazia e ele ficava obedecendo o nada, quieto, mudo, cego. Os sonhos são reais enquanto duram, não poderíamos falar o mesmo sobre a vida?
Há certas situações que se surpreendemos com nós
mesmo. Seria o fim, o meio ou recomeço? Não importava. Virou de lado e foi dormir. Teve até sonhos.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
stop.
( Andrade, Carlos Drummond )
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férias papai! :D
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Etou bem assim esses dias, down sem saber por quê. Nem me entendia, até hoje. A despedida de Ricardo, o cara vai pra minas gerais véi, QUE PUTO! :~ 5 ANOS DE ETERNIDADE.
" Mesmo que o tempo e distancia digam não. Mesmo esquecendo a canção: o que importa é ouvir a voz que vem do coração"
e o coração diz em choro: és inesquecível Rick. :~
domingo, 20 de janeiro de 2008
clareia
Foi desmarcada aquela paixão
A borracha esfregou a pele, pêlo
Tanto custou pra sumir
Quanto sangrou pra gravar
E se o que permanece liso por fora
É rasgado por dentro,
De que adianta as flores estarem
Cada vez mais murchas e esbranquiçadas
Enraizou.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Ela gostava das palavras.
Quando triste se trancava no quarto e se punha a escrever. Nem pensava muito. As palavras comandavam seus dedos. E ela gostava disso. Alguém a entendia. Certa vez a disseram que toda criatura viva, morre sozinha. Susto. Correu pra se esconder em seu refúgio. E chorou. Não queria ficar só. Seu caderno entre os braços ela abraçava fortemente. Ficou em paz. O abriu e leu tranquilamente: ali era seu mundo. Ela podia tudo. Voar, tomar sorvete invés de sopa na hora do jantar. O passarinho falou: estou grávido do mar. E pariu um rio. Ela riu. Sabia que aquilo era verdade.
Gostava de acordar cedo. Não para ver o sol nascer e sim para ver as nuvens. Elas estavam brancas, depois o céu esbranquiçava e as nuvens ficavam cinzas. O céu avermelhava. As nuvens rosavam. O céu ficava azul, e as nuvens brancas. E lá se ia o espetáculo com a espectadora fiel. Ela acreditava que assim era o ser humano, mudava de formas mas sempre ficava a essência. A evolução era vida.
Dizem que no leito de sua morte estava toda a família ao seu redor. Ela na cama inerte com a doença que a consumia. " Me deixem levantar..." Arrastando-se foi até o quintal onde ficava observando o céu. Se despediu, fechou os olhos, colocou a mão na barriga: estava grávida de uma flor. Ao redor do seu túmulo, nasceu um jardim.