sábado, 31 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Presença...
Se proteger em meu abraço
Jogar suas lágrimas em minhas mãos
E correr com minha presença
Pode fugir em minhas palavras
Brincar com meus beijos
Pular nossas brigas
Segurar minhas mãos sem medo
Pode ligar para meus pensamentos
Castigar meu orgulho
Se cobrir com meu amor
E gritar os meus erros
Pode fazer o que quiser
Mas não esqueça, continuo com tudo
Ouvidos, mãos, ombros, voz e coração
Você só tem que me mostrar que ainda vai precisar.
Te amo.
s2
sábado, 17 de maio de 2008
O bom de conhecer pessoas novas é que elas não sabem dos nossos defeitos. O bom de preservar as antigas, é que mesmo com defeitos, elas se prendem em nossas qualidades. O bom de terminar amizades, é saber que tudo um dia acaba, e nos dá noção de realidade. Ao saber que nem tudo que achamos é. O bom de ter inimigos é que eles só vêem nossos defeitos, e se vêem nossas qualidades, as transformam em defeitos. Sendo assim é realmente bom ter inimigos? Tudo depende do ponto de vista.
No final das contas, o bom mesmo é ser humano e acima de tudo ser. Não pegar idéias dos outros, afinal de contas: se você sempre não for você, quando descobrirem quem é você, não passará de ninguém.
terça-feira, 13 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O extraordinário de cada dia
domingo, 27 de abril de 2008
metafísica do fim de semana
refletia nos olhos gris,
As palavras soavam caladas
sobrando uma melodia assim:
" O nada é uma palavra
esperando tradução"
E soava como um vício
difícil para a audição
A Coca-cola zero era uma pista:
zero o nada era
e sairia sem ser vista.
As risadas eram vazias
e de nada se preenchia
Mas se nada é tudo
o mundo é um absurdo
surdo e sem estradas
pois uma palavra esperando tradução:
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Ela negava tudo.
Mas, se pintava. E ficava diante do espelho tentando se achar. Quando não conseguia achar alma, se despedaçava. Não havia sentido a vida. Era uma viagem pra lugar nenhum. Negava o não. Mesmo em descompasso, ela andava. Caía, se levantava. E nessa dança ela queria atingir a perfeição. Conhecia os passos da dança, não conseguia executá-los. E como uma bailarina que dança num palco escuro, ela se apagava do mundo.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
- Boa tarde,
onde eu posso fazer minha identidade?
- Naquele galpão ali fora!
Várias cadeiras simetricamente postas, pessoas e TV. No balcão, duas mulheres fardadas organizavam o fato sem destoar do local. Viu minha certidão de nascimento e minhas fotos:
- Pegue uma ficha e aguarde. Meu número foi 8. Havia vários cartazes em " AVISO AO USUÁRIO"e "SEGUNDO O CÓDIGO PENAL". Todos aparentemente pacientes procuravam algo pra fazer. Poucos conversavam e por alguma coincidência estranha a maioria usava roupa amarela, eu destoava.
Um homem chegou e pediu para que os seguíssemos. Foram uma seção de corredores que passavam por espaços com outras mais pessoas a espero de algo que não sei. Em fila, fomos chamados pelo número da ficha e sentamos em cadeiras congregadas, tão perto: que o mais próximo lia claramente o meu caderno enquanto eu escrevia esta crônica. No menor mexer as cadeiras rangiam, o que nos fazia ficar o mais quieto possível para não ouvir o som irritante.
Depois de algum tempo passaram alguns por nós, se dirigindo a outra sala. Alguns tranquilos,
nervosos, inquietos, porém todos prontos para o incerto. Perguntaram meus dados e assinei uns três papéis incluindo termo de responsabilidade. Fui direcionada a outra sala de espera. O tec tec do computador e as vozes das pessoas que trabalhavam no local era ensurdecedor, se as cadeiras rangessem não seriam escutadas, por isso na sua insignificância elas se calaram.