SOBRE ESCREVER [4]
"Escrever é meu respiro, é quando tomo o ar para novos vôos – por mais rápido que voe, o avião parece flutuar entre as nuvens, essa ilusão de tempo e de espaço que nos dá a dica: a vida é tal e qual.
A vida é provocação. Se um dia me grita que é curta, manda em seguida a mensagem de que é preciso saber esperar. Avança e recua, oferece e retira, para nos medir, não a força, mas a capacidade de brincar."
Cristiana Guerra
sábado, 17 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Um borrão sobre o papel
Eu escrevo o que não se pode calar. Escrevo o que se diz, o que se ouve, e também o que se silencia. Escrevo o que não se pode dizer, e o que a imaginação não diz. Escrevo e tudo o que se materializa para fora da minha mente ganha o mundo, vai além de mim e de si. Escrevo e tenho espanto do que eu escrevi. Horrores e maravilhas que pintei na minha frente. Apago, mas se pode apagar o que já se estampou na veia do mundo? Está tudo tatuado aqui: no avesso da minha pele, onde o sangue que emana das agulhas só retorna para mim. É a força pela fraqueza. Porque o que escrevi, rejeitado ou não, já é maior do que eu e meu silêncio de moralizações, conveniências, senso comum, esteticismos banais. O que eu escrevi está vivo e arde, e por mais que eu tente apagar me encara de frente e diz: dôo. E de doer eu rasgo a pele e os papéis. Mas o escrito não morre.
Eu escrevo o que não se pode calar. Escrevo o que se diz, o que se ouve, e também o que se silencia. Escrevo o que não se pode dizer, e o que a imaginação não diz. Escrevo e tudo o que se materializa para fora da minha mente ganha o mundo, vai além de mim e de si. Escrevo e tenho espanto do que eu escrevi. Horrores e maravilhas que pintei na minha frente. Apago, mas se pode apagar o que já se estampou na veia do mundo? Está tudo tatuado aqui: no avesso da minha pele, onde o sangue que emana das agulhas só retorna para mim. É a força pela fraqueza. Porque o que escrevi, rejeitado ou não, já é maior do que eu e meu silêncio de moralizações, conveniências, senso comum, esteticismos banais. O que eu escrevi está vivo e arde, e por mais que eu tente apagar me encara de frente e diz: dôo. E de doer eu rasgo a pele e os papéis. Mas o escrito não morre.
domingo, 11 de janeiro de 2009
SOBRE ESCREVER [2]
'Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega?" Caio Fernando Abreu.
'Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega?" Caio Fernando Abreu.
Lembranças:
janela,
necessidade,
SÓ PRA MUDAR OS ARES
sábado, 3 de janeiro de 2009
pela possibilidade de ser pintada.
mateus diz:
"Esta é a vida vista pela vida. Posso não ter sentido mas é a mesma falta de sentido que tem a veia que pulsa."
mateus diz:
Clarice
mateus diz:
eu acho o ser humano um ser fantástico
mateus diz:
não pelo que ele faz, mas pelo poder que ele tem de fazer e sentir
mateus diz:
e pensar
mateus diz:
tipo:
mateus diz:
"não importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for; apenas te peço que aceite o meu estranho amor"
mateus diz:
caralho, eu acho que isso é amor sabe
mateus diz:
você quer estar com a pessoa independente de qualquer outra coisa
mateus diz:
tipo, o amor dele vai além da carne, sabe
_
é Mateus, finalmente concordamos em alguma coisa em nossas conversas, ou quase isso.
é Mateus, finalmente concordamos em alguma coisa em nossas conversas, ou quase isso.
O AMOR É I N F I N I D A D E.
e acima de tudo é vivo e pulsa.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
todo o sentimento
E que venha 2009, cheio de risos, choros, saudades, estresses, vestibular, abraços, viagens, risos, choros e saudades.
Não vou falar de 2008, foi um ano deveras chato e comprido, tão comprido que teve 366 dias. ô cara implicante. Só falo de 2009, e que venha 2009, e que venha essa saudade.
toda a felicidade.
Lembranças:
-q,
CLICHÊ,
janela,
necessidade,
SÓ PRA MUDAR OS ARES,
vida
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
E meus dias não são mais que pó. Cinza das tuas piores horas, eu te passo e repasso em minha mente: onde estão as surpresas antigas? Foi você quem as matou. E agora, o que há para mim? Senão o tempo inesgotável, em que a torneira pinga lenta e ininterruptamente, na cozinha, nos banheiros, nos quartos, na sala. Na minha mente, não há mais nada. só o vazio, o eco dos teus passo, indo embora. Eternamente.
domingo, 14 de dezembro de 2008
INUSITADO
Estava no carro, pela janela passavam quadros repetidos de plantações enormes e monocoloridas. E de repente, da monotonia fez-se encanto: ao som de vanessa da mata, todas começaram a dançar com o vento em festejo a vida.
Lembranças:
-q,
ESTRANHEZA,
SÓ PRA MUDAR OS ARES,
tempo
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
descobertas matinais.
Eu não sei o que é o amor, sim, eu uso essa palavra, talvez eu a tenha a sentido, como poderei saber? Eu uso esta palavra por não haver outra melhor que explique essa imensidão que emana dos olhos, que se esconde no peito. Mas, às vezes, eu sinto que o que corre na minhas veias é muito, muito maior que o amor, mesmo sem saber ao certo o que é, mesmo sabendo que é tanto.
Lembranças:
ESTRANHEZA,
necessidade,
PENSAMENTOS,
saudade
domingo, 7 de dezembro de 2008
a questão é: todos querem a paz, mas quando tiverem o que vão fazer com ela? A paz só vai exisitir quando tiver alguma coisa errada. Por exemplo, se um casal de namorado se dá muito bem, sempre que um fala, o outro aceita, SEMPRE: um vai tá sendo canalha de mandar demais, e outro está sendo canalha por se fazer de coitadinho e aceitar demais. A discussão faz parte do mundo, e o mundo em paz seria EXTREMAMENTE monótono. A discussão faz parte do homem, mas a guerra só dos irracionais.
30-09-06
Lembranças:
ESTRANHEZA,
PENSAMENTOS,
túnel do tempo.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
conversa de msn.
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
vc é que tem que sabe o que vc quer e fazer por onde
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
num importa para mim o que vc quer
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
desde que vc se dedique e busque e construa algo para vc
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
e isso é sobre a vida, meu bem
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
sobre tudo
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
se faça alguma coisa faça de verdade
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
é melhor fazer as coisas de verdade pq as coisas que vc faz levando com a barriga vez ou outra vai desmoronar pq naum tem base
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
sabe?
bruna diz:
mas e se tudo for uma ilusão?
bruna diz:
voce achar que é verdade, se doar
bruna diz:
e cair?
se faça alguma coisa faça de verdade
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
é melhor fazer as coisas de verdade pq as coisas que vc faz levando com a barriga vez ou outra vai desmoronar pq naum tem base
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
sabe?
bruna diz:
mas e se tudo for uma ilusão?
bruna diz:
voce achar que é verdade, se doar
bruna diz:
e cair?
Abaquar - Matuto do Alémar diz:
vc nunca pode se dar por inteiro, pq vc só pode dar o que vc tem... vc acha que se conhece por inteira para se doar por inteira?
_
vc nunca pode se dar por inteiro, pq vc só pode dar o que vc tem... vc acha que se conhece por inteira para se doar por inteira?
_
é que a tecnologia é assim, faz do distante: perto. E como as palavras chegam longe, esses conjuntos de letras formando frases atravessaram o atlântico e chegaram aqui, iluminando tudo.
sinto tanto tua falta, irmão.
Lembranças:
amor,
janela,
necessidade,
saudade,
vida
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